O alinhamento entre a auditoria de segurança e os objetivos dos conselhos de administração é fundamental para mitigar riscos. A dispersão de ferramentas de TI dificulta o controle da rede.
De acordo com o relatório setorial Risk in Focus 2026, a disrupção digital e a cibersegurança consolidam-se como as principais ameaças à estabilidade e ao cumprimento das empresas.
A lacuna entre o conselho de administração e a auditoria de TI
Os resultados das pesquisas globais para a elaboração do relatório de riscos deste período revelam um desalinhamento crítico dentro das organizações. Enquanto os conselhos de administração identificam a adoção de inteligência artificial e a disrupção tecnológica como o segundo risco mais urgente para o negócio, os departamentos de auditoria interna colocam este fator na oitava posição em termos de tempo e esforço alocados.
Esta lacuna de governança ocorre devido à dificuldade técnica para auditar a infraestrutura na nuvem e detectar o uso de ferramentas de software ou plataformas de inteligência artificial não autorizadas por parte dos colaboradores (Shadow IT). Para resolver este desequilíbrio, os comitês de auditoria exigem controles mais rigorosos que proporcionem visibilidade total e simplifiquem a demonstração da devida diligência técnica.
A resposta à era da disrupção digital: um diretório unificado
O estabelecimento de um diretório aberto e centralizado na nuvem permite mitigar pontos cegos e automatizar a geração de evidências. Em vez de depender de processos de verificação manuais propensos ao erro humano, o uso de plataformas unificadas simplifica as auditorias de TI por meio dos seguintes controles preventivos:
- Visibilidade centralizada de acessos: unificação de repositórios para saber de imediato quais aplicações SaaS e inteligências artificiais são utilizadas dentro da organização.
- Políticas de acesso inteligente: implementação de autenticação multifator (MFA) adaptativa e políticas de acesso condicional para validar a identidade e o estado de saúde do dispositivo em tempo real.
- Automatização de admissões e desligamentos: simplificação dos fluxos de entrada e imediata desvinculação de usuários para evitar que ex-funcionários mantenham credenciais ativas nos sistemas corporativos.
A cibersegurança diante do desafio da incerteza geopolítica
O relatório de riscos destaca um aumento transversal na incerteza geopolítica, o que afeta diretamente a segurança da cadeia de suprimentos tecnológica das empresas na Espanha e na América Latina. Diante deste cenário, a implementação de um modelo de confiança zero (Zero Trust) nos endpoints é indispensável para proteger a propriedade intelectual do negócio:
- Criptografia de disco completo (FDE): asseguramento de informações sensíveis em repouso contra roubo ou perda física de laptops corporativos.
- Gestão automática de patches: atualização constante dos sistemas operacionais Windows, macOS e Linux para evitar a exploração de vulnerabilidades técnicas conhecidas.
O valor de uma transição planejada na arquitetura de identidades
A simples aquisição de assinaturas de software não resolve as ineficiências operacionais de uma organização. Para que a gestão de dispositivos e a modernização do diretório gerem um retorno sobre o investimento real, é necessário um processo de diagnóstico técnico e de alinhamento de processos.
A Sinfopac, na qualidade de primeiro parceiro certificado e integrador de soluções como JumpCloud na América Latina, possui a experiência validada e a metodologia consultiva para projetar arquiteturas de TI seguras. Seu acompanhamento garante que a transição para uma infraestrutura moderna seja organizada, eficiente e alinhada com as exigências do conselho de administração.
Planejamento e otimização do controle de acessos
O estabelecimento de um plano de ação técnica para o controle de acessos permite unificar as identidades corporativas, simplificar as operações e fortalecer a postura de segurança das organizações de acordo com os padrões internacionais.
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