Transformação digital

Por que a monitorização já não é suficiente em TI

Como as equipes de TI podem detectar as causas de incidentes em vez de apenas receber alertas quando a infraestrutura já apresenta problemas?

18.08.2026
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Gastón T.
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Conteúdo

Data
17 e 18 de junho de 2025
Local
Teatro Bradesco – Rua Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo – SP
Formato
Híbrido
Homologação
2 dias de evento

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Texto do Botão
Representação abstrata de fluxos de telemetria e observabilidade de TI em tons verde escuro

O maior desafio das infraestruturas modernas não é a falta de ferramentas de monitoramento, mas a fragmentação das informações que elas geram.

A observabilidade permite conectar métricas, logs e rastreamentos para compreender o que acontece dentro dos sistemas e acelerar a identificação das causas de um incidente.

De alertas isolados a uma visão completa

O monitoramento tradicional responde a perguntas importantes: um servidor está disponível? O consumo de CPU supera um limite? A latência aumentou? Um serviço parou de responder?

Esses sinais continuam sendo necessários. O problema surge quando são utilizados como única fonte de informação.

Em arquiteturas modernas, um incidente pode envolver simultaneamente aplicações, APIs, bancos de dados, serviços em nuvem, redes e dispositivos. Um alerta isolado pode indicar que algo está falhando, mas não explica necessariamente o porquê.

A observabilidade permite construir uma visão mais completa do comportamento dos sistemas por meio da correlação de diferentes fontes de telemetria.

Entre seus principais componentes estão:

  • Métricas operacionais: valores numéricos que permitem analisar tendências como latência, utilização de CPU, memória ou taxa de erros.
  • Rastreamentos distribuídos: mostram o percurso de uma solicitação através de diferentes serviços, aplicações, APIs e bancos de dados.
  • Logs: registram eventos concretos e fornecem informações contextuais sobre o que ocorreu em cada componente.

A combinação desses elementos permite passar de um alerta isolado para um diagnóstico contextualizado.

Quando um sistema está disponível, mas funciona mal

Um dos limites mais importantes do monitoramento tradicional aparece quando os indicadores básicos mostram que tudo está funcionando corretamente, mas os usuários enfrentam problemas.

Um servidor pode estar ativo e uma aplicação pode responder, enquanto determinados processos apresentam uma latência elevada. Uma API pode devolver respostas corretamente enquanto uma dependência externa torna toda a operação lenta.

Nestes cenários, verificar apenas a disponibilidade não permite explicar a experiência real do utilizador.

A observabilidade ajuda a identificar onde ocorre a degradação e que componentes participam nela. Esta capacidade é especialmente relevante em infraestruturas distribuídas, onde uma incidência aparentemente simples pode ter múltiplas causas.

Para complementar esta visibilidade, a monitorização de recursos tecnológicos permite estabelecer uma base de informação sobre o comportamento da infraestrutura e detetar desvios que requerem análise.

OpenTelemetry e a estandardização da telemetria

A instrumentação das aplicações é uma peça fundamental para construir uma estratégia de observabilidade.

O OpenTelemetry é um padrão aberto orientado a gerar e exportar telemetria de aplicações e infraestruturas. A sua adoção permite recolher métricas, logs e traços utilizando mecanismos estandardizados, reduzindo a dependência de uma única plataforma.

Isto é especialmente útil em ambientes onde convivem diferentes tecnologias, aplicações e fornecedores.

A telemetria obtida pode ser utilizada para responder a perguntas como:

  • Que serviço está a provocar o aumento da latência?
  • Que componentes participam num pedido que apresenta erros?
  • Onde se encontra o estrangulamento?
  • O que aconteceu imediatamente antes de um incidente?
  • O problema afeta toda a infraestrutura ou apenas determinados serviços?

O objetivo não é recolher a maior quantidade possível de informação, mas sim obter os dados necessários para compreender o comportamento do ambiente.

Menos ruído, mais informação útil para TI

Uma estratégia de observabilidade mal desenhada também pode gerar um problema: demasiados dados.

A recolha indiscriminada de métricas, logs e traços pode aumentar o consumo de armazenamento, dificultar a análise e gerar um volume excessivo de alertas.

Por esse motivo, a observabilidade requer critérios para determinar quais informações devem ser coletadas, por quanto tempo devem ser armazenadas e quais eventos exigem uma resposta imediata.

A centralização da gestão tecnológica permite consolidar informações provenientes de diferentes componentes e facilita que as equipes técnicas trabalhem com uma visão comum do ambiente.

O objetivo é reduzir o ruído operacional e priorizar os sinais que realmente trazem informações para a detecção, o diagnóstico e a resolução de incidentes.

Da detecção reativa a uma operação mais proativa

O valor da observabilidade não reside apenas em detectar que existe um problema.

Uma estratégia madura permite analisar tendências, identificar comportamentos anômalos e dispor de contexto suficiente para agir antes que uma degradação termine afetando significativamente os usuários.

Isso requer combinar tecnologia, processos e critérios operacionais.

A automação de operações de TI pode complementar esta estratégia por meio de ações automatizadas em determinadas tarefas repetitivas, reduzindo os tempos de resposta e liberando a capacidade das equipes técnicas para atividades de maior valor.

A observabilidade também não elimina a necessidade de monitoramento. Pelo contrário, o monitoramento continua sendo uma fonte essencial de alertas e métricas. A diferença está na capacidade de utilizar esses sinais dentro de um contexto operacional mais amplo.

Uma arquitetura de observabilidade gerenciada

Implementar observabilidade de ponta a ponta pode se tornar um projeto complexo quando existem múltiplas aplicações, tecnologias e fontes de informação.

Uma arquitetura adequada deve considerar a instrumentação, a coleta de telemetria, o armazenamento, a visualização, a correlação de eventos e a definição de alertas.

A Sinfopac projeta e implementa arquiteturas de observabilidade sobre tecnologias de código aberto como Zabbix, Grafana e Elasticsearch, orientadas a proporcionar visibilidade integral da infraestrutura sem depender necessariamente de modelos de licenciamento associados ao número de hosts ou métricas.

O modelo de operação gerenciada permite, ainda, terceirizar determinadas tarefas de administração e manutenção da plataforma, mantendo uma supervisão contínua do ambiente tecnológico.

O objetivo final é transformar grandes volumes de dados operacionais em informações úteis para a tomada de decisões, reduzir os tempos de diagnóstico e melhorar a continuidade dos serviços tecnológicos.

Converter telemetria em capacidade operacional

A monitorização continua a ser indispensável, mas as infraestruturas atuais exigem mais do que apenas saber se um componente está disponível.

A observabilidade permite conectar sinais provenientes de diferentes camadas para compreender o que acontece dentro dos sistemas, identificar relações entre eventos e acelerar o diagnóstico de incidentes.

Para organizações com infraestruturas distribuídas, aplicações críticas ou ambientes cloud cada vez mais complexos, esta evolução representa um passo em direção a uma operação de TI mais contextualizada, proativa e orientada para a continuidade do negócio.

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A monitorização pode indicar que um serviço está disponível ou que determinados indicadores ultrapassaram um limite. A observabilidade incorpora métricas, logs e rastreios para analisar o comportamento interno dos componentes e determinar a origem de um problema. Em ambientes distribuídos, esta informação permite realizar diagnósticos mais precisos e manter a conformidade normativa quando os processos tecnológicos precisam de demonstrar controlos operacionais.

A estratégia deve definir que telemetria é relevante, que dados necessitam de armazenamento histórico e quais requerem processamento imediato. A amostragem, a retenção diferenciada, a compressão e a eliminação de dados de baixo valor permitem controlar o volume. Também é recomendável otimizar o tempo e a rentabilidade associados às operações de TI através de critérios claros de priorização e automatização.

Nem todas as infraestruturas requerem o mesmo nível de observabilidade. No entanto, quando os sistemas incorporam múltiplas aplicações, APIs, serviços cloud ou dependências distribuídas, os alertas tradicionais podem ser insuficientes para determinar a causa de um incidente. Nestes casos, uma estratégia de observabilidade pode complementar a monitorização e facilitar a implementação de uma estratégia Zero Trust através de uma maior visibilidade sobre os componentes e comportamentos do ambiente tecnológico.

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