A implementação das diretrizes europeias NIS2 e DORA estabelece um novo padrão global para a governança de segurança da informação e a resiliência operacional em toda a cadeia de suprimentos.
Embora sejam leis da União Europeia, o impacto destas normas estende-se a organizações brasileiras que mantêm filiais na Europa ou fornecem serviços digitais a mercados regulados internacionais.
Por que a NIS2 e o Regulamento DORA impactam as organizações no Brasil?
O ecossistema corporativo brasileiro tem enfrentado exigências crescentes de governança digital por parte de parceiros e investidores estrangeiros. A promulgação da Diretiva nis2 e do Regulamento dora na União Europeia redefine a responsabilidade civil e técnica das diretorias. Qualquer empresa no Brasil que possua conexões ou contratos com entidades europeias deve considerar estas normas para evitar o bloqueio de operações comerciais ou a perda de sua posição na cadeia produtiva global.
A resiliência cibernética exige que a segurança da informação seja vista como um ativo estratégico, estendendo-se além das barreiras tecnológicas tradicionais para abraçar a conformidade dos processos internos e o controle do comportamento humano.
Requisitos de governança e conscientização na cadeia de suprimentos
Para satisfazer os padrões internacionais e demonstrar a devida diligência técnica perante auditorias globais, as organizações devem estabelecer um plano de ação estruturado de conformidade:
- Treinamento contínuo de usuários: adoção de metodologias ágeis de aprendizado, como as soluções de conscientização em cibersegurança, para mitigar os riscos de engenharia social no dia a dia.
- Sincronização de políticas globais: implementação de controles preventivos de dados para assegurar o resguardo da informação confidencial por meio de uma sólida proteção de dados SaaS.
- Mitigación ativa do risco humano: simulação constante de ameaças de rede para medir e analisar a preparação dos colaboradores perante ataques lógicos reais.
Estas medidas preventivas minimizam as chances de incidentes que resultem em vazamento de dados corporativos ou em multas severas estabelecidas pelas legislações internacionais.
Como unificar a resposta técnica diante da LGPD e dos padrões globais?
O cumprimento das regulamentações estrangeiras não opera em um vácuo no mercado nacional. O Brasil conta com sua própria estrutura em matéria de segurança e privacidade de dados, destacando-se a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as diretrizes da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), coordenadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Unificar a infraestrutura tecnológica permite alinhar os requisitos locais com os padrões internacionais. Ao unificar a gestão de dispositivos sob uma mesma plataforma de controle em nuvem, o departamento de TI simplifica a visibilidade dos ativos, automatiza a aplicação de atualizações críticas e estabelece processos consistentes de autenticação contextual de forma centralizada.
Planejamento e otimização da resiliência operacional global
Estruturar um plano que se alinhe com os requisitos das normas NIS2 e DORA exige realizar um diagnóstico técnico profundo da topologia de rede existente e avaliar a maturidade das políticas de controle ativas na empresa.
A consultoria da Sinfopac apoia as organizações na avaliação e implementação de soluções integradas de governança digital de TI, garantindo o acompanhamento estratégico contínuo necessário para que os processos de segurança e conscientização se traduzam em resiliência e estabilidade para o negócio na América Latina.
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